quinta-feira, 5 de junho de 2008

DESPERTAR

Amanhece

Os raios de Sol entram

Pela janela do meu quarto

Sensação doce

A vida sorri-me

Devolvo-lhe mil sorrisos

Nos meus olhos

Uma certeza

Uma nova vida
Abre-se à minha frente
Renasci ...

DESPEDIDA TARDIA



Príncipe

De tempos já idos

Desapareceste na bruma

Da tua ilusão

Numa noite

Sem fim...

Em oceano de enganos

Preso em tuas redes

Tecidas orgulhosamente

Com fios feitos de ti

Afundaste-te

Esquecido

Para sempre...

domingo, 1 de junho de 2008

ENCONTRO MARCADO


Perco-me no labirinto do pensamento
Procuro razões para o inexplicável
Quero compreender as contradições
Caio nas armadilhas do raciocínio

Procuro-me no trilho (inexistente) que percorro
Ora colocando os pés em chão escorregadio
Ora pisando chão almofadado de folhas secas
Ando sem destino só pelo gosto de andar

Sigo debaixo do verde das àrvores altas
Sentindo a dança das sombras
É o Sol no céu azul a brincar comigo
Iluminando o caminho que me surge

Ouço a àgua a brotar da terra
Segue o seu curso, sempre o mesmo
Desce devagar e calmamente
No fim encontra o seu destino


Ali onde não há sinais de gente
Ouço a sinfonia dos pássaros e das rãs
Da aragem que faz as folhas beijarem-se
Do mermúrio da água da lagoa ao encontrar a margem

Sem pensamentos, nem palavras
Só eu e a beleza perfeita da natureza
Em paz absoluta
Encontro -me

sábado, 31 de maio de 2008

DESAFIO

A LNeves do "Já nem consigo ser ágil" passou-me o desafio de indicar os meus seis "ódios de estimação".
Pode parecer preciosismo da minha parte, mas o que hei-de fazer, dou muita importância às palavras. Ódio é uma palavra que não consigo usar, porque nunca o senti por alguém ou por alguma coisa. Assim vou apresentar "o que mais me irrita":
- As pessoas que destilam veneno. Não consigo entender por que gastam energia a destruir.
- A mentira. Mentir é sinal de estupidez, porque "a verdade vem sempre ao de cima". Assim, em vez de um, cai em cima de quem mente "dois males".
- A falta de lealdade, porque sim!
- O sofrimento das crianças, porque não o merecem.
- A falta de pontualidade, porque quem não é pontual gera uma cadeia de atrasos desnecessários e para mim o tempo é demasiado precioso para para ser perdido.
- Fazer compras em hipermercados, principalmente quando estão a abarrotar de pessoas. É muita confusão e um grande gasto de tempo, paciência e energia.

Passo o desafio
- à Blue Velvet
- à maria
- ao fm
- à Sunshine
- à coragem
- à Olá

Se já responderam significa que não têm trabalho de casa

sábado, 24 de maio de 2008

CHEGASTE...


Chegaste...
Não sei de onde vieste
Nem que mares navegaste
Tão pouco o que te trouxe
Até mim.
Chegaste...
A princípio não te vi
Apenas sentia a tua presença
Deixaste que te vislumbrasse
Devagarinho
Para que eu não te escapasse.
Chegaste...
És o mar
Que não sei sonhar
Tens o calor do Sol
Que aquece o meu corpo
E me anima o coração
És o mermúrio do vento
Que em surdina
Diz palavras...
As que quero ouvir
E as que tenho receio
De escutar
És barco
Que suavemente soltou
As minhas amarras
E me ensinou a navegar.
Serás ilusão a que a fantasia deu forma?
Ou...
Serás a realidade que sonho a medo?
És presença
A que não quero fugir!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

GRITO


Palavras ensurdecedoras
Esgrimam ferozmente
Agrupam-se sem sentido
Tomam forma
Ganham volume
Crescem, crescem...
Disformes, enormes
Não as comporto
Saem
Num grito!

Silêncio absoluto
Finalmente...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

REALIDADE OU ILUSÃO?


Construí a minha casa
Em alicerces de realidade
Com janelas de objectividade
E telhado feito de sonho.
Contemplei-a demoradamente
Não havia lugar para a incoerência
Nela respirava-se a frescura do amor
Ai, triste orgulho o meu!
Os seus alicerces de realidade
Transformaram-se em fraca ilusão
Assisti enterrada em impotência
À sua incompreensível derrocada.
A poeira toldava-me a razão
Uma dor crescente e dilacerante
Atacava insensivelmente meu coração
Alastrava-se, imparável.
Cerrei com força os olhos
Era insuportável esta destruição
Sofri silenciosamente
Em total incredibilidade.
Na superfície límpida das águas
Procurei o meu erro
Pulei do alto da eternidade
Segurando-me em cada instante.
Vivo sob uma ponte
Liga a ilusão à realidade
Deito-me em cama de fantasia
Durmo sem a visita dos sonhos.
Alimento-me de Sol, Terra e Mar
Corações ternos aquecem-me com carinho
Devolvem-me força e coragem
O dia mantém o calor do Amor.