"Eu sei que nem todos os dias são manhãs de sol. E que neste equilíbrio, ora enamorado ora soturno, com a Natureza, também dentro de nós a vida ou se enche de brios ou, como um bocejo que se prolonga, fica pachorrenta e até incomoda.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
"Eu sei que nem todos os dias são manhãs de sol. E que neste equilíbrio, ora enamorado ora soturno, com a Natureza, também dentro de nós a vida ou se enche de brios ou, como um bocejo que se prolonga, fica pachorrenta e até incomoda.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
INDIGNAÇÃO
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
CARTÃO DE NATAL
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno,
fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de vôo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes:
que desta vez não perca esse caderno
sua atração núbil para o dente;
que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,
e possa enfim o ferro
comer a ferrugem
o sim comer o não.
João Cabral de Melo Neto
sábado, 5 de dezembro de 2009
SONHOS
o que misturas na tua paleta?
São sonhos que compões,
mar em que mergulho...
por instantes.
sábado, 28 de novembro de 2009
GRATIDÃO
O sentimento mais forte que existe é a gratidão, porque consegue eliminar o negativismo inerente a outros sentimentos, bem menos edificantes.
domingo, 15 de novembro de 2009
GOSTO MUITO DE TI
sábado, 31 de outubro de 2009
PÃO-POR-DEUS
sábado, 24 de outubro de 2009
OS "MEUS" MENINOS
terça-feira, 1 de setembro de 2009
INICIAL
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
FÉRIAS

Uma magnífica praia da costa sul da ilha de S. Miguel, onde mesmo num dia de sol de Agosto, podemos passar um dia calmo, acompanhados pelo som do mar e dos pássaros a chilrear na encosta.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009
SEMPRE O MAR

segunda-feira, 27 de julho de 2009
FÉRIAS À PORTA
Saboreei o Sol e o mar.

Aqui nem um nem outro. O primeiro ficou escondido por umas nuvens e o segundo infestado por "caravelas".
Encantei-me com esta baía de águas quentes e límpidas. Fiquei fascinada pela sua beleza e pela calma que lá encontrei. Tenho a certeza que lá voltarei com mais tempo.

(Fotos tiradas pelo meu filho mais velho.)
quinta-feira, 23 de julho de 2009
"O AMOR É"
terça-feira, 7 de julho de 2009
"O LEITOR"
Infelizmente não consegui ver o filme (esteve em exibição em Ponta Delgada apenas durante uma semana que por azar mau coincidiu com uma altura de muito trabalho), mas adorei ler o livro. A sua leitura foi também um regresso ao meu passado, à minha adolescência, aos dias em que me embrenhava na leitura de romances sobre a II Guerra Mundial. Tudo começou com a leitura do Diário de Anne Frank que me impressionou deveras, depois seguiram-se livros como Mila 18, Última Batalha, Exodus, Segunda Vitória, entre muitos outros. Durante algum tempo este tipo de leitura foi o meu preferido, e sem algum tipo de critério lia todos os livros que encontrava. Indignava-me com a segregação do judeus, com o seu isolamento em guetos e com as condições terríveis em que viviam, com os horrores vividos nos campos de concentração, tornava-me defensora do seu êxodo para a Palestina... Acima de tudo assustava-me a crueldade do homem e a total falta de respeito pela dignidade que um homem pode ter para com um ser seu semelhante.
Este é um livro diferente, desde logo porque a acção desenrola-se no pós-guerra (bem posterior ao pós-guerra imediato de Segunda Batalha) e mais do que um livro sobre a Guerra é um livro sobre como lidar com a culpa que ficou na geração dos que, no mínimo, consentiram, através do seu silêncio, com os horrores cometidos. Depois, porque é uma refelexão sobre as consequências das nossas acções, ou da sua ausência, quer no desenrolar da nossa vida, quer na dos que nos rodeiam. Levanta uma grande interrrogação: Como lidar com estas consequências e com a culpa que nos faz sentir?
Deixo aqui três trechos que me tocaram de um modo particular.
"Porquê? Por que razão, quando olhamos para trás, o que era bonito se torna quebradiço, revelando verdades amargas? Por que razão se tornam amargas de fel as recordações dos anos felizes de casamento, quando se descobre que o outro tinha um amante durante todo aquele tempo? Por que não era possível ter sido feliz numa situação assim? Contudo, fomos felizes! Por vezes, quando o final é doloroso, a recordação trai a felicidade. Por que é que a felicidade só é verdadeira quando o é para sempre? Por que é que só pode ter um final doloroso quando já era doloroso, ainda que não tivéssemos consciência disso, ainda que o ignorrássemos? Mas uma dor inconsciente e ignorada é uma dor?"
"Revisão! Rever o passado! Nós, os estudantes do seminário, víamo-nos como os pioneiros da revisão do passado. Queríamos abrir as janelas, deixar entrar o ar, o vento que finalmente faria redemoinhar o pó que a sociedade deixara acumular sobre os horrores do passado. Iríamos zelar para que se pudesse respirar e ver. Também nós não confiávamos a sabedoria dos juristas. Parecia-nos evidente que deria haver condenações. E também achávamos claro que só aparentemente se tratava de um julgamento de um qualquer guarda ou esbirro de um campo de concentração. Quem estaria a ser julgada naquele tribunal era a geração que se serviu dos guardas e dos esbirros, ou que não os impediu, ou que pelo menos não os marginalizou omo deveria ter feito depois de 1945. E o nosso processo de revisão e esclarecimento pretendia ser a condenação dessa geração à vergonha eterna."
" As camadas da nossa vida repousam tão perto umas das outras que no presente adivinhamos sempre o passado, que não está posto de parte e acabado, mas presente e vivido. Compreendo isto. Mas por vezes é quase suportável. Talvez tenha escrito a história para me livrar dela, mesmo que não o consiga."
em "O Leitor" de Bernard Schlink
domingo, 5 de julho de 2009
ESTA NOITE
domingo, 28 de junho de 2009
EM JEITO DE BALANÇO
sábado, 20 de junho de 2009
O QUE OS ADULTOS NÃO SABEM!!!

segunda-feira, 8 de junho de 2009
À PROCURA DE OUTRAS REALIDADES
"Para dar relevo aos meus sonhos preciso conhecer como é que as paisagens reais e as personagens da vida nos aparecem relevadas. Porque a visão do sonhador não é como a visão do que do que vê as cousas. No sonho, não há o assentar da vista sobre o importante e o inimportante de um objecto que há na realidade. Só o importante é que o sonhador vê.(...) Um poente real é imponderável e transitório. Um poente de sonho é fixo e eterno. Quem sabe escrever é o que sabe ver os sonhos nitidamente (e é assim) ou ver em sonho a vida, ver a vida imaterialmente, tirando-lhe fotografias com a máquina do devaneio, sobre a qual os raios do pesado, do útil e do circunscrito não têm acção, dando negro na chapa espiritual." Perdi a máquina do devaneio. O concreto e o útil são as tábuas a que me seguro neste momento da viagem. São a realidade em que confio. Às vezes procuro a menina que fui.
terça-feira, 26 de maio de 2009
CASTELO DE CRISTAL
"Quando subo pela haste da manhã, encontro uma cidade de cristal. Trouxeste-ma tu (...)segunda-feira, 18 de maio de 2009
VIVER DE IMPROVISO
Durante muito tempo, demasiado, vivi como se estivesse a seguir um guião que estudara ao pormenor. Conhecia o início da história e como se desenrolaria até ao final feliz! Naqueles dias não me apercebia que me encontrava espartilhada por um argumento. Estava demasiado ocupada em desempenhar o meu "papel". Foram dias recheados de certezas e de sonhos feitos realidade. Claro que havia rotinas e problemas, enredos e contratempos... mas todas as histórias, mesmo as de final feliz são assim. Até ao dia em que fiquei sem saber qual a minha fala e não havia ninguém que ma segredasse... A vida já não seguia a história que lhe haviam escrito. Senti o chão a escapar-me vertiginosamente e as imagens a rodopiarem à minha volta numa sucessão desconexa. Sem compreender o que se passava senti-me desfalecer. Cambaleei insegura e sem as frases certas apenas emitia uma sequência desordenada de palavras... Mesmo sem guião sabia que tinha de continuar, porque do palco da vida não se pode fugir. Após tanto tempo a viver uma vida programada era-me difícil voltar a improvisar. Mas tive de o fazer, de início contrafeita e indignada com a mudança ocorrida, mas depois aprendi a apreciar a espontaneidade das frases e das surpresas que elas proporcionam. Hoje, permito-me palmilhar caminhos que não sonhara e saboreio as descobertas que vou fazendo. Olho sem ansiedade para as folhas brancas que seguro nas mãos.sábado, 9 de maio de 2009
BLEU
"Azul" é um dos filmes da trilogia "Três cores" do realizador Krzysztof Kieslowski, inspirado nas cores da bandeira de França e nos princípios da Revolução Francesa: liberdade (Azul), igualdade (Branco) e fraternidade (Vermelho). Vi-o na televisão há já alguns anos e gostei. Revi-o há algumas semanas com um olhar diferente...
Julie (Juliette Binoche) perde o marido e a filha de três anos num acidente de viação. Inicia uma vida nova longe de tudo e de todos os que até aí faziam parte da sua vida. Do passado apenas traz um candeeiro azul que retira do quarto da sua filha. Mas o passado intromete-se no presente e provoca mais uma perda: a da imagem que tinha do "antes". Com coragem enfrenta os "fantasmas" do passado e pacifica-se com eles. Sempre presente está a força do amor, visível na bondade de Julie e na presença do antigo assistente do marido, cujo comportamento provoca uma mudança decisiva na atitude de Julie. Graças ao amor, Julie aceita o passado, ultrapassa a dor e a solidão e desperta de novo para a vida.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
ESTILHAÇOS
sexta-feira, 24 de abril de 2009
CONSTRUTOR
Comemorou o seu 71º aniversário no mês passado. O seu nome não é relevante, não aparece em revistas ou jornais. Não publicou livros, não é actor nem músico, não realizou nenhuma obra que o celebrizasse... daqui a algumas gerações o seu nome terá sido esquecido. O seu nome não ficará escrito nos livros de história, mas ficará indelevelmente guardado no meu coração. Conheci-o recentemente e aproximei-me dele acerca de dois anos. Não sei muito do seu passado, apenas o que ele conta quando vem a propósito. Nasceu numa família humilde, foi para o seminário cedo, durante a guerra colonial foi capelão militar algures em África. Terminada a guerra voltou à sua terra natal, mas o bispo colocou-o numa terra distante da dos seus pais, gravemente doentes e a precisar do seu auxílio. Talvez tenha sido esta a gota de àgua que o fez deixar o sacerdócio, os verdadeiros motivos desconheço. Tirou o curso de psicologia. Casou-se e teve uma filha que nasceu com uma deficiência profunda. Durante 17 anos, ele e a esposa, deram de comer à menina, puseram-lhe e tiraram-lhe as fraldas, lavaram-na, vestiram-na e pentearam-na, levaram-na a passear, cantaram-lhe e contaram-lhe histórias, beijaram-na e abraçaram-na...era a sua menina. A sua filha faleceu e mais tarde vítima de doença, que sei ter sido prolongada, também faleceu a mãe. O tempo passou, não sei quantos anos ao certo, voltou a encontrar o amor e casou-se à cerca de doze anos. É uma pessoa que admiro, nunca o ouvi lamentar-se da sua vida ou das dificuldades por que passou, tão pouco proferir alguma palavra amarga sobre o seu passado. Está sempre disponível para quem o procura, ouve como ninguém e acima de tudo não julga as pessoas. Tem um coração grande, sempre pronto a ajudar quem ele sabe que precisa. Adora a sua "quinta" que mantém impecável com a ajuda de um jardineiro e no final do ano passado encontrou um novo "hobbie", aprendeu a pintar estatuetas que pelo Natal ofereceu à família e amigos: anjos, Meninos Jesus e Sagradas Famílias ... Guardo o anjo que me ofereceu no meu quarto, bem perto de mim. À esposa ofereceu recentemente um humorístico casal de namorados. Nunca o ouvi lamuriar-se dos seus 71 anos e tem sempre um novo projecto a ser posto em prática. Tenho a certeza que muitas vezes duvidou do seu Deus, no qual continua a acreditar, que chorou com as dificuldades que lhe surgiram, talvez tenha perdido momentaneamente a esperança, se calhar nem sempre foi feliz...hoje basta olhar para os seus olhos para saber que é. Vejo-o como um construtor...um construtor da sua vida.sábado, 11 de abril de 2009
PRÉMIOS
Quando começo a escrever no meu blogue começam a surgir os primeiros comentários dos blogues que na altura "visitava". Cedo apareceram os primeiros prémios, que, embora agradecida, não consegui aceitar por não achar merecê-los. Tenho uma "vizinha" que, ao longo deste ano, me foi brindando com alguns prémios e embora eu apenas agradecesse não dessitiu de o fazer. A sua persistência e os últimos prémios que me atribuiu fizeram-me repensar a minha posição em relação aos prémios: como poderia não aceitar estes gestos de carinho?
Esta pessoa maravilhosa é a Blue Velvet a quem agradeço o carinho.
terça-feira, 7 de abril de 2009
INSTANTÂNEOS

segunda-feira, 23 de março de 2009
PROCURA-SE TEMPO
sábado, 7 de março de 2009
O SENTIDO DAS PALAVRAS
Os livros que pretendo ler fazem pilha na minha mesinha-de-cabeceira. Sem tempo para os ler, limito-me a folheá-los. É que isto do tempo é uma coisa muito complicada e o meu ultimamente não é suficiente para o que preciso e muito menos para o que gosto de fazer... O último livro que lá coloquei é a auto-biografia "A dança da Realidade" de Alejandro Jodorowsky. Confesso que ainda não passei das primeiras páginas, mas estou encantada com o universo mágico da sua infância e com o modo como descreve a sua descoberta das consequências imprevisíveis das suas acções, boas ou más. Quem mo emprestou leu-me um excerto em que o autor defende que pensamos distorcidamente devido a nos terem ensinado uma linguagem embrenhada de "ideias loucas". Assim sendo, apresenta um novo sentido para alguns conceitos, por exemplo:sábado, 21 de fevereiro de 2009
SILÊNCIO!

Lagoa do Congro
Lagoa dos Nenúfares
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
DA MANEIRA MAIS SIMPLES
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
QUAL É O ROSTO DA FELICIDADE?
Nem sempre aquilo que desejamos e que tanto queremos é o que nos trás a felicidade. Por isso, nesse momento tenho uma simples folha de papel, com alguns rabiscos, que apenas não está em branco, porque não consegui apagar por completo a imagem da minha Felicidade. Nunca imaginei que uma página quase branca pudesse conter tanta beleza!
sábado, 3 de janeiro de 2009
ESPELHO INTEIRO
Sentada na cadeira de dentista, após observação cuidada da minha distorcida boca, apercebi-me aterrada que a sugestão da Olá é que seria aceite : "Bisturi, por favor.", diz a médica para a assistente e explica-me: " Vamos ter de drenar o quisto." A grande vantagem é que a anestesia não foi o meio copo de sidra, mas sim ministrada por três dolorosas picadelas. 
Obrigada pelo vosso carinho.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
DOR DE DENTES....OU MELHOR DOR DE PRÓTESE






















